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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Onde estão?

Há momentos que surgem pensamentos que eu não gostaria de pensar e sentimentos que eu não gostaria de sentir. Eles só fazem surgir um aperto no peito e uma vontade imensa de chorar...
São coisas que eu gostaria que estivessem longe da minha cabeça e do meu coração, porém, às vezes, não é possível controlá-los. Por mais que tente esquecê-los, eles estão ai, são reais e me entristecem profundamente.
O nome disso é: INDIFERENÇA.
Para mim o pior sentimento do mundo!
E se tem algo que não consigo ser é indiferente. Eu choro, sofro e sinto...

Eu olho para as ruas, tantas vidas perdidas, sem rumo, abandonadas...
Eu vejo as crianças, sofridas, abusadas e sem esperança...
Eu vejo tanta falta de respeito, amor e compaixão...
AHHHH!

Onde estão aqueles que fazem diferença? Os que brilham na escuridão?
Onde estão aqueles que não se submetem as imposições do mundo?
E vão de encontro à multidão?

Eu sei a palavra diz: “Nos últimos dias o amor de muitos esfriaria...” é só olhar em volta e perceber que isto é real.
Porém eu não quero ser assim e por mais que às vezes a chama não esteja tão viva quanto antes, eu não ACEITO permanecer assim e NÃO quero ficar dessa forma!! Não aceito ser indiferente, egoísta e pensar apenas em mim!
Há centenas de vidas lá fora que necessitam de apoio, abraços, incentivo, precisam de vida! Eu não sou resposta para o mundo, mas conheço Aquele que é!
Entretanto é preciso deixar a luz Dele brilhar, hoje nós somos os pés, os braços, os olhos de Deus na terra e se não permitirmos que Ele nos use como poderemos fazer diferença?

Portanto, de que adianta ter um tesouro e escondê-lo? Ou colocar um pano sobre a luz?Eu serei mais uma que não sente e que não chora e eu sinceramente não sei e não quero ser assim...



Somos Teus pés, andando em toda parte
Somos Tuas mãos curando e abençoando
Somos Teus olhos a procura dos aflitos
Somos Tua boca, proclamando o Reino de Deus.”
Trabalhadores, Daniel Souza


E será que temos sido...?

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Tudo depende de como enxergamos...

Era um pequeno vilarejo, escondido por entre as colinas. Lá todos se conheciam, todos eram amigos.
Viviam crianças, adultos e animais, tudo em perfeita harmonia.
Um lugar cheio de belas paisagens, campos verdejantes, lagos límpidos e flores de todas as cores e formas. Entretanto era inverno, a neve cobria as montanhas, os lagos estavam congelados e as árvores apenas com seus galhos, ainda sim aquele lugar não perdia todo o seu encanto.
As crianças corriam pela neve fazendo seus castelos e bonecos de gelo. Os apaixonados preferiam o lago, patinavam dois a dois formando uma bela dança!
Já os mais velhos preferiam o calor de suas casas com uma animada conversa com seus amigos, acompanhada de sorrisos e um bom chocolate quente!

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Eu ouvia atentamente as palavras da minha mãe e imaginava o lugar onde vivíamos. Meu pai dizia que em frente a nossa casa havia uma bela árvore que crescia e ali ele faria o balanço com o qual eu sonhava!
Porém eu cresci e descobri que parte eram apenas histórias. O lugar onde eu vivia não era tão belo e as pessoas não viviam nessa harmonia... Mas por mais que meus olhos não pudessem ver e eu soubesse a verdadeira realidade, meu lugar não perdeu seu encanto, muito menos o meu amor por ele!
Eu resolvi fazer diferença e faria de tudo para se tornar o melhor lugar, entre tantas limitações e mesmo não vendo eu permaneceria enxergando através dos olhos da alma!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Desperte!

Pare!
Você não consegue ouvir?
Abra os olhos!
Você não consegue ver?
O mundo clama, geme, tem fome e sede
E ele está gritando, mas você ouve?
Ou está tão preocupado com seus problemas que não vê?
Ou você está tão fechado em “seu mundo” que não percebe?
O mundo tem clamado e embora sejamos limitados, temos muito a dar, temos muito para fazer diferença!
Imagine se cada um de nós dentro dos nossos limites fizesse a parte que nos cabe?
Quantas pessoas alcançaríamos? Quantas coisas seriam diferentes?

... Mas infelizmente insistimos em nos acomodar e muitas vezes levantamos a justificativa que não fizemos porque ninguém faz! Ou ainda colocamos a culpa em Deus de coisas que são frutos de nossas, somente nossas escolhas!
Portanto abra os olhos e olhe em volta!
Ouça o grito, o clamor do mundo que aguarda por aquilo que só você tem para dar!
Fique atento ao gemido da criação e desperte antes que seja tarde!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Diferença

Era mais uma manhã, ela levantara às 07:00h. Tomou seu café, arrumou-se e saiu em direção ao seu trabalho.
Como sempre subiu no mesmo ônibus, era o mesmo motorista, mesmo cobrador, as mesmas pessoas. Elas já até se conheciam, apesar de nunca terem se falado e com um sorriso se cumprimentavam.
Ela sentou a janela e começou a observar. Eram tantas pessoas mesmo que por alguns minutos (ou horas) conviviam juntas. Tantas diferenças, tantos pensamentos, será que alguns deles pensavam o mesmo que ela naquele momento?
Olhou um menino, estava sentado junto ao cobrador, tinha uma mochila e um olhar assustado, deveria ser a primeira vez que ele ia à escola sozinho. Logo atrás havia uma jovem com um lindo bebê que estava em pé em seu colo que sorria para ela, será que era seu filho ou seu irmão? A dúvida permaneceu...
E aquele homem, por mais que tivesse lugar para se sentar ele insistia em permanecer em pé, por quê?
E os idosos na parte da frente, iam apertados, em pé, enquanto jovens permaneciam sentados ouvindo seu mp3, sem respeitar o “prioridade para gestantes e idosos”. Revoltou-se ao olhar aquilo!
Então sua atenção voltou-se para o senhor ao seu lado. Bem-vestido, de boa aparência, mas com um olhar tão distante, tão triste. Ele ficava com sua cabeça baixa e apenas por breves momentos seu olhar focava a frente como se buscasse algo. Ele a olhou, como se seus olhos gritassem por socorro, ela sentiu sua alma gelar, mas apenas sorriu e permaneceu inerte e ele baixou novamente olhos...
Dentro dela começou uma luta interior, parte dizia para perguntar a ele se estava bem e a outra não queria envolver-se e se ele não gostasse?
Percebeu que sua parada estava próxima, o olhou e pediu licença, ele levantou-se, mas aqueles olhos clamavam por algo, mas ela apenas sorriu e disse bom dia!
Ela continuou sua manhã, mas a imagem naquele senhor não saía de sua cabeça, e aqueles olhos gritantes... Ah, e sentiu um aperto no coração, uma angústia e arrependeu-se... Ela sabia havia perdido a oportunidade de fazer diferença na vida daquele homem!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Que o Cordeiro receba!

Em meio a uma pesquisa na internet li uma história que me impactou, que transformou algo no meu interior e me fez chorar copiosamente. Estava em meu trabalho e diante da tela do computador as lágrimas começaram a descer e tive que correr para uma peça onde eu pudesse ficar só e refletir no que acabara de ler...
A história conta sobre a vida de dois jovens Moravianos que souberam de uma ilha na Índia no qual seu dono era um inglês soberbo que havia tomado 2000 pessoas da África e feitos delas seus escravos naquele lugar! Quando souberam do tal fato, pensaram – 2.000 pessoas sofridas, que não conhecem o amor de Deus – eles entraram em contato com o dono da ilha para que fossem para lá como missionários e a resposta do homem foi incisiva: NÃO!
Não pensem que eles desistiram, colocaram o ocorrido diante de Deus e oraram e resolveram fazer uma nova proposta: Se eles fossem para lá, mas como seus escravos para sempre? O homem disse que não haveria problema, mas que ele não pagaria nem pelas suas viagens...
Eles então usaram o dinheiro da venda de suas vidas para pagar a viagem e no dia em que iriam, seus familiares, seus amigos, choravam e diziam que era loucura, que nunca mais os veriam e não teriam mais notícias deles e eles mantiveram sua postura!
Eles tinham um lema: Eles jamais iriam orar por aquilo que eles não estivessem dispostos a serem resposta!!
Quando o navio já se distanciava, eles chorando se abraçaram e as últimas palavras que seus amigos puderam ouvir foram:
“Que o Cordeiro que foi imolado receba a recompensa do Seu sofrimento”!

Como pode?? Muitos podem pensar, isso é loucura, como se sacrificar, sofrer pelo resto da vida por um povo que nem conheciam!?!? E é mesmo, é loucura! Dentro deles havia um desejo intenso de conhecer mais a Deus e eram movidos por paixão e compaixão pelos necessitados, por aqueles que sofriam e seu maior desejo era alcançar essas vidas através do amor de Deus!!
Fiquei a pensar... Isso ocorreu no século 18, eles tinham apenas 20 anos e impactaram, marcaram sua geração e nós o que estamos fazendo? Preocupados com nossas vidas, com o nosso eu, o que eu posso fazer para fazer diferença na minha geração?? Não quero o meu nome conhecido, mas quero ver um sorriso quando eu falar desse amor que transformou a minha vida, quero ver o brilho no olhar quando sentir a alegria do Senhor, quero ver a gratidão pela liberdade dada por Ele!!!
É um desejo latente em meu coração!!
Mas o que mais podemos fazer para valorizar, recompensar o sofrimento, a morte de Jesus naquela cruz por nós?
Se Ele entregou Sua vida por mim, porque não posso entregar minha vida, o meu coração a Ele?

Pense nisso!

Que o cordeiro receba a recompensa pelo Seu sofrimento através de mim e através de você!!

Ps: Inclusive há uma música no último cd do Clamor pelas Nações que é baseada nessa história, é linda e vale a pena ouvir!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O Mundo Clama...

Em ruas escuras, becos e ruelas iluminados apenas por luzes opacas, vivem criaturas, escondidas na escuridão, rejeitadas pelo mundo, onde é gerado um ambiente sombrio, frio e triste...
Pessoas com olhos que refletem medo, dor, desilusão... Desesperança...
Vivem ou tentam manter-se vivo em meio a tantas dificuldades, em meio à indiferença das outras criaturas!
Durante a noite que grande parte deles surge, nas sombras, abandonados. De um lado, meninos e meninas degradam seus corpos, de outro, jovens tentam acabar com suas vidas!
Dias de chuva é só abrir os olhos, há muitos tentando se proteger sob os alpendres, alguns ainda se arriscam a se aproximar de outros, mas em troca recebem o olhar desconfiado e a rejeição do mundo!
Ahhhh, meu coração doeu quando percebi isso, quando vi que eu sou tão egoísta, me preocupo comigo, com as pessoas que amo e o resto? Tantas pessoas apenas precisando de um olhar atencioso, de um aperto de mão para não se sentirem invisíveis...
Andamos na madrugada, parando em cada um que encontrava... Uns nos recebiam desconfiados, pensando que aquele alimento que estávamos oferecendo tinha um preço, outros nem deixavam nos achegar, com violência tentavam se defender. Ainda outros, desconfiados, mas depois de conversarmos não resistiam e choravam, demonstrando a alegria de nos ver ali, com aquele olhar, um misto de surpresa e gratidão, felizes por mais uma vez não terem passado despercebidos, mostrando que ainda lá no fundo, há esperança!
Eu tentei, mas não consegui segurar as lágrimas, toda aquela dor, todo sofrimento, mexeu no meu interior, não era pena e sim vergonha de não fazer nada!
Minha vontade nessa hora é de gritar, de chorar... O mundo geme, clama, tem sede, sei que eu não posso mudá-lo, mas posso fazer diferença no meio dele!
Não tenho muito para dar, mas posso oferecer minha atenção, meu abraço, meu ouvido e o bem mais precioso, o amor de Deus, capaz de transformar todas as coisas!!

Ps: Perdoem-me o desabafo, isso é um grito da minha alma devido a coisas que vi nessas últimas semanas e da triste constatação de uma das coisas que mais doem no próximo, a indiferença!