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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Entardecer


Vocês já perceberam que temos um encantamento pelo entardecer? Existe aquela sensação de nostalgia quando assistimos ao por do sol...

Quem nunca ficou contemplando o sol num fim de tarde... Passando mil coisas na sua cabeça e com aquela sensação de que falta algo, mas ao mesmo tempo com uma alegria que te faz sorrir observando?

O entardecer nos faz parar, nos faz lembrar, nos refletir e nos dá uma saudade de coisas que nem sabemos o que é...

Hoje entendi o porquê disto acontecer... Não é por romantismo e nem pelo fato de ser lindo assistir, é algo bem mais profundo do que isso.

Quando Deus criou o homem e o colocou no jardim, era no entardecer que Ele ia até o homem. Este era o momento onde eles sentavam, conversavam e sorriam, era o momento de intimo de Deus com a Sua amada criação.

Porém com o pecado Deus tirou o homem do jardim e esse elo foi rompido, esse tempo havia acabado...

Foi a partir daí que um vazio ficou, pois o entardecer trazia as lembranças de um tempo de intimidade, intimidade essa, profunda, de poder literalmente vê-LO, tocá-LO, sentí-LO, podia sorrir com Ele e andar lado a lado com Ele...

E quando observamos o por do sol e surge aquele aperto no peito é a saudade desse tempo, mesmo sem saber, pois é uma sensação que nasce com o homem e apenas Deus pode supri-lo.

Deus por amar demais a criação, continuou “andando” com o homem, porém não como antes... Ele restabeleceu o elo através de Jesus, porém a sensação de saudade no entardecer permanece e essa falta somente será suprida no grande dia que O encontraremos face a face e poderemos andar com Ele como no principio...


"Quando ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da Sua presença, o homem e a sua mulher, por entre as árvores do jardim."

Gênesis 3:8


sexta-feira, 17 de julho de 2009

Naquela Rua

Ela parou ao passar por aquela rua, seus olhos passaram por cada lugar...
Enquanto ela estava ali imóvel, era como se visse sua infância diante de seus olhos. Olhava para o lugar onde havia uma árvore, lembrava de como adorava subir nela... Olhava as calçadas e as corridas de bicicleta que fazia com suas amigas. E aquele degrau em frente a sua antiga casa? Quantas histórias e conversas ele ouviu... Ah, se ele falasse!
O amor de infância... Aquele menino? Era como se fosse o único e o último, onde todas suspiravam por ele... E ela sorriu dessas lembranças tão bobas!
Lembrou-se de cada canto, de cada conversa, de cada sorriso, de cada lágrima, eram tantas lembranças que fizeram singelas lágrimas brotarem de seus olhos.
Um vento surgiu naquela hora trazendo o perfume da hortelã que havia no campo ao lado, ela ergueu seu olhar para o céu e suspirou, percebendo que o dia estava exatamente como no dia em que ela foi embora. Um dia nublado, com o sol sem forças, devido as intensas nuvens que o escondiam, além do vento e inverno rigoroso daquele tempo.
Aquela tinha sido sua última lembrança antes daquela rua se tornar parte de sua história, o perfume da hortelã enquanto ela ia embora com o olhar voltado para a casa que ela amava tanto... Mas entendia que o tempo ali havia passado, mas as lembranças ficaram gravadas em seu coração.
Ela, porém, viveu dias felizes em sua nova casa, sua nova rotina e amigos, mas em nenhum momento esqueceu o que passou naquele lugar!
Na verdade aquela era mais uma rua na imensa cidade, não havia nada de especial ali, apenas o fato de ser o lugar onde viveu tantas situações felizes. Talvez fosse simplesmente o tom colorido que uma criança um dia deu aquele lugar e por um momento ela quis voltar aquele tempo, entretanto as imagens e sorrisos daquela época ficaram apenas gravadas na sua memória e no seu coração...